Denunciantes de UAPs pedem a Trump fim de acordos de sigilo
Três denunciantes ligados à inteligência e ao setor de defesa dos Estados Unidos pediram ao presidente Trump que suspenda seus acordos de confidencialidade e conceda proteção legal para que possam revelar informações classificadas sobre fenômenos anômalos não identificados (UAPs).
O pedido foi apresentado nesta semana por Eric Davis, Matthew Brown e Dylan Borland, que afirmam ter conhecimento de documentos, imagens e informações relacionadas a supostos programas envolvendo tecnologias de origem desconhecida.
Astrofísico e cientista-chefe na indústria de inteligência de defesa, Davis afirma que investiga o fenômeno há cerca de três décadas e que teve acesso a documentos e fotografias classificados. Segundo ele, esse material estaria relacionado à recuperação de naves e a informações de origem não humana.
Davis diz, porém, que não pode divulgar publicamente o conteúdo sem correr o risco de perder suas credenciais de segurança, ser demitido ou sofrer penalidades civis e criminais.
Em uma mensagem dirigida ao presidente e publicada no X, o cientista pediu que Trump anule o acordo de confidencialidade SF 312, utilizado para proteger informações classificadas. Segundo Davis, uma medida presidencial permitiria que denunciantes de UAPs apresentassem informações sem violar suas obrigações de sigilo.
Matthew Brown, ex-contratista de segurança nacional que trabalhou para o Departamento de Guerra e o Departamento de Estado entre 2018 e 2025, também pediu a liberação de suas obrigações de confidencialidade.
Brown é apontado como autor da versão pública do relatório conhecido como Immaculate Constellation. O documento descreve, segundo seu relato, informações históricas mantidas pelo governo americano sobre tecnologias de origem desconhecida.
O ex-contratista afirmou que acordos de sigilo e ameaças teriam impedido que parte dessas informações chegasse ao Congresso. Ele também pediu proteção para sua família diante de possíveis consequências relacionadas às suas declarações.
O terceiro denunciante, Dylan Borland, é ex-analista de inteligência geoespacial da Força Aérea dos Estados Unidos. Ele afirma ter apresentado evidências sobre operações em andamento à Oficina do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), à AARO e ao Congresso.
Segundo Borland, a liberação dos registros dependeria de uma autorização da Casa Branca. Ele defende que a medida permitiria tornar públicos materiais apresentados por testemunhas identificadas e anônimas.
Os três pedidos têm como ponto central a remoção das barreiras legais que, segundo os denunciantes, impedem o acesso público a informações classificadas sobre UAPs. As declarações, contudo, permanecem baseadas nos relatos dos próprios envolvidos e nos materiais que eles afirmam ter apresentado às autoridades.
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