Relatório médico alerta sobre os efeitos dos encontros próximos com OVNIs na saúde.

“Não existe um cargo chamado ‘Especialista em Sintomas e Complicações de UAP’.” Com essa frase direta, o Dr. Jacques Vallée abre um novo relatório médico que aponta que encontros com os popularmente conhecidos OVNIs podem causar lesões reais, enquanto a medicina, em grande parte, ignora o problema.
Publicado recentemente pela Fundação Unhidden (uNHIdden), o documento tira o tema da esfera da cultura popular e o coloca como uma questão de saúde pública. A conclusão é clara: há “evidência confiável de que esses encontros podem causar danos físicos, fisiológicos e psicológicos.”
Os autores, liderados pelo Dr. Daniel Weaver, ressaltam que o texto não busca provar a existência de inteligências não humanas nem explicar a origem dos OVNIs.
O objetivo é reunir relatos de médicos e testemunhas sobre os efeitos na saúde e pedir que a comunidade médica dê a devida atenção ao tema. O apelo é para que os pacientes sejam tratados “com cuidado e respeito.”
O relatório (disponível para download AQUI) organiza seu argumento em quatro pontos principais:
- 1. Os UAPs são reais, como já reconhecido em relatórios dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido.
- 2. Podem causar danos à saúde humana.
- 3. A exposição a radiofrequências e micro-ondas parece ser um mecanismo comum de lesão.
- 4. O conhecimento relevante é, em grande parte, inacessível para civis e médicos, pois os estudos mais importantes permanecem classificados.
Para sustentar essas afirmações, a uNHIdden reúne avaliações governamentais, pesquisas financiadas pela área de defesa e estudos médicos revisados por pares. Um exemplo citado é um relatório da Agência de Inteligência de Defesa, que concluiu que “foi comprovado que humanos sofreram ferimentos” em proximidade a naves anômalas, identificando os campos de radiação eletromagnética (nas faixas de UHF/micro-ondas) como a principal causa.
Os sintomas relatados vão além do simples aquecimento e seguem padrões complexos, incluindo dores de cabeça intensas, vertigem com náuseas, palpitações, irritação ocular e distúrbios do sono. O relatório revisita casos clássicos como Falcon Lake (queimaduras em padrão de grade), Cash-Landrum (doença aguda compatível com exposição a alta energia) e Rendlesham (um veterano recebeu pensão por invalidez anos depois), não como mistérios, mas como dados clínicos.

Um dos maiores obstáculos, segundo o prefácio de Vallée, é o estigma. As testemunhas muitas vezes evitam procurar médicos por medo de ridículo, o que dificulta a coleta de dados e deixa os pacientes sem apoio.
Para enfrentar esse problema, a uNHIdden propõe recomendações concretas:
- Financiar estudos independentes e desclassificar os conjuntos de dados históricos sobre os efeitos em humanos que estão sob guarda das agências de defesa.
- Incluir essa temática na formação médica e criar caminhos de encaminhamento para especialistas, evitando que os pacientes sejam enviados de um setor a outro — entre pronto-socorro, neurologia e psiquiatria.
- Tornar o relato de casos uma prática comum, permitindo identificar padrões e reduzir danos, sem precisar se posicionar sobre a origem dos OVNIs/UAPs.
O relatório propõe uma mudança de paradigma fundamental. Como escrevem os autores: “Nosso papel é educar e ajudar a fornecer atendimento às pessoas afetadas.” Em resumo, trata-se de passar do espetáculo para os padrões da atenção médica.