Avi Loeb propõe interceptar e colidir com 4I/Rubin, o próximo objeto interestelar
O Observatório Vera C. Rubin, localizado no Chile, prepara-se para detectar dezenas de objetos interestelares na próxima década. Nesse cenário, o astrofísico de Harvard, Avi Loeb, voltou sua atenção para um futuro visitante chamado 4I/Rubin — que será o quarto objeto interestelar identificado e o primeiro detectado por esse novo telescópio.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADESegundo Loeb, esses viajantes cósmicos passaram bilhões de anos cruzando a Via Láctea até chegarem até nós, oferecendo uma oportunidade única de estudar diretamente as condições físicas de seus sistemas de origem. No entanto, surge uma questão intrigante: seriam apenas blocos naturais de gelo espacial ou restos de tecnologia extraterrestre?
A suspeita do cientista baseia-se nas anomalias observadas em 3I/ATLAS, o mais recente objeto interestelar detectado. Esse corpo apresentou uma trajetória incomum, alinhada ao plano da eclíptica da Terra — uma coincidência estatística difícil de ignorar.
“Se futuros objetos interestelares mostrarem preferência por essa orientação, teremos que considerar a possibilidade de que suas trajetórias não sejam aleatórias, mas possivelmente projetadas”, afirmou Loeb.
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Uma missão ousada: impacto controlado
Para investigar esse mistério, Loeb propõe uma missão ambiciosa: interceptar e colidir com o objeto 4I/Rubin, seguindo o modelo da missão DART. A ideia é lançar uma sonda que se choque contra o objeto, registrando imagens de alta resolução instantes antes do impacto e analisando os fragmentos e gases liberados.
Esse método permitiria distinguir entre um objeto natural e aquilo que o cientista descreve como um possível “Cavalo de Troia interestelar com interior tecnológico”.
Mesmo que o objeto seja apenas um corpo natural, a missão ainda teria enorme valor científico, especialmente para a astrobiologia, pois possibilitaria a busca por moléculas orgânicas ou sinais de vida fora da Terra.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDesafios e custos da missão
A execução desse plano exigiria precisão extrema. O objeto precisaria ser detectado entre 5 e 10 unidades astronômicas de distância para permitir uma resposta rápida.
Loeb estima que o custo de uma missão desse tipo seria próximo de US$ 1 bilhão, superando os US$ 330 milhões da missão DART — mas potencialmente justificável diante da magnitude da descoberta.
Embora a Agência Espacial Europeia planeje lançar a missão Comet Interceptor em 2029, Loeb alerta que sua capacidade de manobra é limitada e dependeria de uma passagem extremamente próxima do objeto.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE“A NASA poderia fazer melhor — se essa proposta chegar ao seu administrador”, conclui o cientista, referindo-se a Jared Isaacman.
Fonte: mysteryplanet.com.ar
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