CIA menciona suposto templo sob a Esfinge em arquivo de 1952
Um documento desclassificado da CIA reacendeu debates sobre possíveis estruturas subterrâneas na região da Grande Esfinge de Gizé, no Egito. O arquivo, produzido em 1952 e liberado ao público em 1999, faz referência direta a um “templo sob a Esfinge”, expressão que voltou a circular em fóruns de história alternativa e arqueologia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO documento, identificado pelo código CIA-RDP83-00423R0001000200001-7, consiste em um formulário interno para catalogação de material fotográfico. O registro lista 11 rolos de negativos em preto e branco capturados entre julho e dezembro de 1950 em diferentes áreas do Oriente Médio e da Ásia Central.
O trecho que despertou maior interesse aparece na entrada número 15 do inventário. Datada de julho de 1950, a descrição menciona uma fotografia intitulada “Temple under Sphinx” (“Templo sob a Esfinge”). A formulação difere das referências tradicionais ao chamado Templo da Esfinge ou ao Templo do Vale, estruturas conhecidas que ficam diante do monumento e não abaixo dele.
A menção reativou teorias ligadas ao vidente norte-americano Edgar Cayce, que na década de 1930 afirmou que existiria uma biblioteca subterrânea sob a pata direita da Esfinge. A suposta câmara teria relação com uma civilização perdida frequentemente associada ao mito da Atlântida.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDefensores dessas hipóteses argumentam que a terminologia usada pela agência de inteligência indicaria a existência de registros sobre estruturas subterrâneas posteriormente negadas pela arqueologia convencional. No entanto, o documento desclassificado não inclui as fotografias originais, apenas os títulos catalogados, o que impede a verificação do conteúdo citado.
O arquivo também contém outras descrições consideradas incomuns. Nas entradas 11 e 12, há referências a um “mecanismo giratório” em Baalbek, sítio arqueológico conhecido por seus megálitos monumentais da era romana. Assim como no caso da Esfinge, não há imagens disponíveis para análise pública.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA arqueologia tradicional mantém posição cética sobre a existência de câmaras ocultas sob a Esfinge. O egiptólogo Zahi Hawass declarou em diferentes ocasiões que a área foi amplamente investigada sem evidências de um “Salão dos Registros”.
Segundo Hawass, pesquisas conduzidas ao lado do arqueólogo Mark Lehner em 1979 concluíram que a região abaixo do monumento é formada apenas por rocha sólida. Escavações e levantamentos geológicos posteriores também não identificaram estruturas compatíveis com as teorias populares.
Apesar disso, o documento voltou a ganhar repercussão nas redes sociais e em comunidades dedicadas à história alternativa.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEPesquisadores independentes, como os italianos Trevor Grassi e Adriano Forgione, afirmam que a escolha da expressão “sob a Esfinge” em um registro oficial da CIA levanta questionamentos sobre possíveis informações ainda não esclarecidas envolvendo o planalto de Gizé.
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