Astrônomos identificam remanescente de supernova perto do buraco negro
Astrônomos utilizaram dados do Observatório de Raios X Chandra, da NASA, e do satélite XMM-Newton, da ESA, para identificar um possível remanescente de uma explosão estelar antiga a apenas algumas dezenas de anos-luz de Sagittarius A*, um buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEIdentificação do remanescente de supernova
A evidência para o novo candidato a remanescente de supernova foi obtida a partir de dados de raios X coletados pelas missões Chandra e XMM-Newton. O objeto está localizado a aproximadamente 26.000 anos-luz da Terra e apresenta uma emissão de raios X que pode ser proveniente dos restos de uma estrela massiva que explodiu como uma supernova.
Dados das missões Chandra e XMM-Newton
As observações realizadas pelo Chandra e pelo XMM-Newton revelaram uma ‘bolha’ de emissão de raios X, que se encontra dentro de uma nuvem maior de gás em expansão. Essa bolha está associada a uma região HII, onde os elétrons foram removidos do hidrogênio, e envolve uma estrela jovem e massiva.
Características do objeto e sua importância
Caso se confirme que se trata de um remanescente de supernova, este objeto estaria se expandindo a cerca de 3,2 milhões de km/h e teria pelo menos 1.700 anos. Observações anteriores com a missão SOFIA da NASA já indicavam a presença de uma concha de gás em expansão ao redor de Sagittarius C, sugerindo que uma explosão estelar ocorreu na mesma região.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEPublicação e implicações da descoberta
Os pesquisadores também buscaram sinais de elementos-chave no remanescente, que poderiam ter sido ejetados pela explosão estelar. Embora não tenham encontrado um aumento significativo, isso pode indicar que os destroços estelares já se misturaram com o gás circundante. A pesquisa foi publicada em 16 de abril no Astrophysical Journal e pode contribuir para a compreensão do ciclo de vida das estrelas e da formação de novos corpos celestes.
A identificação deste remanescente de supernova pode oferecer novas perspectivas sobre a dinâmica das explosões estelares e a evolução das galáxias, além de enriquecer o conhecimento sobre a composição química do universo.
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