Astrônomos descobrem buraco negro supermassivo distante
Astrônomos identificaram um buraco negro supermassivo inativo a 30.000 anos-luz do centro da galáxia WISEA J014656.04-152214.7, localizada a aproximadamente 750 milhões de anos-luz na constelação de Cetus. A descoberta ocorreu após o buraco negro ter se iluminado brevemente ao devorar uma estrela.
Descoberta de buraco negro fora do centro galáctico
O buraco negro foi detectado durante um evento de interrupção de maré, denominado TDE 2025abcr. Este fenômeno é raro e ocorre, em média, uma vez a cada 100.000 anos. A detecção foi realizada pelo Zwicky Transient Facility (ZTF), que monitora o céu do hemisfério norte a cada dois dias, utilizando telescópios localizados no Observatório Palomar.
Método de detecção e evento de interrupção de maré
Para identificar o buraco negro, os pesquisadores desenvolveram um programa de inteligência artificial que reconhece padrões de luz característicos de eventos de interrupção de maré. Este método se mostrou eficaz, uma vez que a maioria dos buracos negros quiescentes permanece indetectável devido à ausência de material sendo consumido ou luz sendo emitida.
Implicações para a compreensão de buracos negros errantes
A descoberta deste buraco negro fora do centro galáctico desafia a suposição de que buracos negros supermassivos estão sempre localizados no núcleo das galáxias. Segundo Dr. Suvi Gezari, da Universidade de Maryland, isso pode levar a um aumento no número de buracos negros errantes identificados, permitindo uma melhor compreensão sobre como as galáxias e seus buracos negros se fundem e evoluem ao longo do tempo.
Teorias sobre a origem do buraco negro encontrado
Os cientistas especulam que o buraco negro pode ter se originado de duas galáxias que colidiram. Uma hipótese sugere que uma galáxia maior consumiu uma menor, deixando apenas o núcleo. Outra possibilidade é que duas galáxias já possuíam buracos negros orbitando em seu centro, e a entrada de um terceiro buraco negro poderia ter expelido o menor. Observações futuras do evento TDE 2025abcr podem ajudar a esclarecer essas teorias.
A descoberta é detalhada em um artigo publicado no Astrophysical Journal Letters.
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