Militar denuncia guerra secreta contra informantes de OVNIs
Um ex-funcionário do governo americano afirma ter descoberto um programa secreto de coleta e supressão de informações sobre OVNIs — e que, desde que veio a público, passou a ser alvo de ataques coordenados conduzidos por militares da ativa. Em entrevista aos jornalistas George Knapp e Jeremy Corbell, Matthew Brown detalhou o funcionamento do programa batizado de Immaculate Constellation e as consequências que enfrentou após se tornar um denunciante.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO programa que rastreia OVNIs em silêncio
Segundo Brown, o Immaculate Constellation é uma operação que envolve inteligência, vigilância e reconhecimento de Fenômenos Aéreos Não Identificados e de objetos descritos como “aparelhos oriundos de retroengenharia de OVNIs”, monitorados ao redor do mundo — com atenção especial às interações de países adversários com esses fenômenos.
O programa, de acordo com o denunciante, funcionaria como um Programa de Acesso Especial: uma estrutura de altíssima classificação que chapearia diversos subprogramas menores, cada um com missões específicas. Uma das funções centrais seria varrer bancos de dados militares e de inteligência em busca de registros de OVNIs — vídeos, imagens e relatórios — para isolá-los do fluxo geral de informações e armazená-los em outro local, como se nunca tivessem existido nas plataformas originais.
Conselho de Segurança Nacional no centro do esquema
Brown afirma que múltiplas fontes apontam o Immaculate Constellation como um programa hospedado ou supervisionado pelo Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos — o mais alto órgão assessor do presidente em matéria de segurança. Criado em 1947, o Conselho de Segurança Nacional é presidido pelo presidente americano e reúne, entre outros, o vice-presidente, os secretários de Estado, Defesa, Tesouro e Energia, além do diretor do Escritório de Preparação para Pandemias.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO denunciante observa que a presença do secretário de Energia no conselho não é casual: o departamento é responsável pelo arsenal nuclear americano — e historicamente ligado a programas ultrassecretos.
A armadilha da “proteção” aos denunciantes
Convidado a comparecer à sede do Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), em Liberty Crossing, supostamente para se inscrever em um programa de proteção a denunciantes sobre UAPS, Brown diz ter encontrado uma realidade bem diferente. A reunião ocorreu em uma sala de conferências improvisada no subsolo do edifício — descrita pelos próprios funcionários do ODNI como parecida com o escritório da série X-Files.
O programa de proteção nunca foi apresentado formalmente, nenhum documento foi oferecido para assinatura, e a conversa se encerrou em menos de 30 minutos após Brown declinar o convite para se tornar denunciante junto à Inspeção Geral de Inteligência. Pior: o denunciante relata que, ao sair da reunião, descobriu que informações confidenciais compartilhadas dentro do ambiente seguro (chamado de SCIF) foram usadas contra ele — incluindo a acusação falsa, segundo ele, de que teria admitido ter inventado o nome Immaculate Constellation e de que seria antissemita.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEMilitares identificados por trás dos ataques online
A seção mais grave do relato de Brown diz respeito à identificação dos responsáveis pelos ataques coordenados nas redes sociais contra denunciantes como ele próprio, Dylan Borland e David Grusch. Segundo o ex-funcionário, a investigação revelou que os principais agentes dessas campanhas são militares da ativa ou reservistas com habilitações de segurança vigentes, agindo durante o horário de trabalho, a partir de computadores funcionais.
Brown afirma ainda que essa rede estaria diretamente ligada à segurança dos chamados “programas herdados” (Legacy programs) — os projetos ultrassecretos de longa data —, os quais estariam conduzindo operações de desinformação e guerra psicológica contra denunciantes, seus amigos e familiares. Entre as táticas descritas, estaria o envio de agentes do Escritório de Investigações Especiais às casas de pessoas próximas aos denunciantes, com o objetivo declarado de “destruir casamentos e separar crianças de seus pais”.
Trump, o NSC e o conflito de interesses na divulgação
Brown não poupou nem o governo Trump em sua análise. O presidente, que preside o NSC — o mesmo conselho que, segundo o denunciante, supervisiona o programa de retroengenharia de OVNIs —, teria plena autoridade para desclassificar qualquer informação sobre o tema sem necessidade de procedimentos formais. “Nada o impede de aparecer diante de uma câmera hoje e compartilhar tudo o que lhe foi oficialmente apresentado durante seus dois mandatos”, declarou Brown.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO denunciante entregou às autoridades uma lista com 42 nomes — de pessoas e empresas, a maioria desconhecida do público — ligados à arquitetura de segurança dos programas herdados, além de identificar um indivíduo atualmente empregado pela Northrop Grumman como um ponto central dessa estrutura de supressão de informações. O nome foi censurado na publicação.
O relato de Matthew Brown, publicado pelo Sentinel News em 21 de março de 2026, lança luz sobre um padrão preocupante: denunciantes são atraídos por promessas de proteção institucional, têm suas informações coletadas e são então transformados em alvos de campanhas de descrédito conduzidas, segundo as alegações, pelo próprio Estado. As denúncias permanecem sem confirmação independente, mas seguem sendo acompanhadas de perto por jornalistas investigativos especializados no tema.
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