IA é suspensa após detectar falhas na NSA
O modelo de inteligência artificial Mythos, desenvolvido pela empresa Anthropic, foi desativado após identificar vulnerabilidades críticas em sistemas classificados da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) e do Comando Cibernético norte-americano em poucas horas, segundo declarações feitas durante uma audiência no Senado dos EUA.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA informação foi revelada pelo senador democrata Mark Warner, vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado. Durante a sessão, Warner afirmou que recebeu diretamente do general Joshua Rudd, responsável pela NSA e pelo Comando Cibernético, relatos sobre o desempenho do sistema. Segundo o senador, o modelo teria conseguido “comprometer praticamente todos os sistemas classificados” avaliados em um ambiente de testes, em questão de horas.
Posteriormente, fontes oficiais ouvidas pela agência Associated Press esclareceram que o modelo não explorou as vulnerabilidades de forma maliciosa. De acordo com essas fontes, o Mythos participou de uma avaliação controlada destinada a identificar falhas de segurança, sem realizar ataques efetivos aos sistemas analisados.
A repercussão do episódio levou o governo do presidente Trump a adotar medidas emergenciais. Em 12 de junho, a administração determinou que os dois modelos mais avançados da Anthropic, Fable 5 e Mythos 5, passassem a ser restritos exclusivamente a cidadãos norte-americanos após a descoberta de um método de evasão dos mecanismos de segurança, conhecido no setor como jailbreak.
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Segundo os relatos, a Anthropic concluiu que não possuía meios técnicos para verificar a nacionalidade dos usuários em tempo real. Diante disso, a empresa optou por suspender completamente o acesso aos dois sistemas, interrompendo sua disponibilidade em escala global.
A decisão afetou inclusive países integrantes da aliança de inteligência conhecida como Five Eyes, formada por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. O bloqueio também interrompeu avaliações conduzidas pelo Instituto de Segurança em IA do Reino Unido, que realizava testes de risco com os modelos.
Relatos de usuários autorizados indicam que o Fable 5 era capaz de executar tarefas complexas de programação de forma autônoma por períodos prolongados, corrigindo erros de lógica durante a execução e produzindo softwares funcionais sem intervenção humana significativa.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEJá o Mythos, cujo acesso público era proibido e restrito a cerca de 200 organizações participantes do chamado “Projeto Glasswing”, havia sido associado anteriormente à descoberta de uma vulnerabilidade que permaneceu não identificada por 27 anos no sistema operacional OpenBSD. Entre os participantes do programa estariam empresas como Apple, Google, Microsoft e Nvidia.
A suspensão dos modelos provocou reações divergentes na comunidade internacional de cibersegurança. Mais de uma centena de pesquisadores e profissionais ligados a empresas de tecnologia enviaram uma carta à Casa Branca pedindo a revisão da medida, argumentando que sistemas como Mythos e Fable 5 representam ferramentas estratégicas para defesa cibernética.
Na Europa, autoridades e especialistas passaram a discutir os riscos associados à dependência de tecnologias avançadas desenvolvidas nos Estados Unidos. Organismos de segurança e governos europeus têm debatido o conceito de “soberania analítica”, relacionado à capacidade de controlar e processar informações sensíveis geradas por sistemas de inteligência artificial aplicados a infraestruturas críticas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO episódio ampliou o debate internacional sobre o impacto da inteligência artificial na segurança cibernética e sobre os limites regulatórios para tecnologias capazes de identificar vulnerabilidades em escala e velocidade muito superiores às dos métodos tradicionais.
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