Astrônomo diz que é possível que os alienígenas já vivam entre nós.
Em uma recente e reveladora entrevista para o programa Uncensored, de Piers Morgan, o astrônomo da Universidade de Columbia, David Kipping, abordou um dos maiores mistérios da humanidade: a existência de vida extraterrestre. Embora Kipping mantenha um ceticismo diante da falta de provas contundentes, ele deixou aberta a porta para possibilidades inquietantes — incluindo a ideia de que inteligências não humanas já poderiam estar na Terra.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDurante a conversa, Morgan perguntou diretamente se alienígenas poderiam estar vivendo entre nós sem que percebêssemos. A resposta foi cautelosa, mas surpreendente: “Não posso refutar isso. É possível.”
No entanto, Kipping imediatamente ponderou sua afirmação, esclarecendo que, embora cientificamente não possa descartar a teoria, ele atualmente não tem “nenhuma evidência para acreditar nisso”.
Para o astrônomo britânico, o papel do cientista é permanecer objetivo e não saltar imediatamente para a “hipótese alienígena” sempre que algo estranho é observado. Ele alerta que recorrer aos extraterrestres para explicar qualquer anomalia se tornou uma espécie de “Deus das lacunas” moderno — uma saída intelectualmente preguiçosa para justificar aquilo que ainda não compreendemos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA entrevista também abordou o novo documentário The Age of Disclosure, que alega um acobertamento governamental sistemático sobre tecnologias alienígenas. Sobre os relatos de veículos que se movimentariam em velocidades hipersônicas (como 40.000 mph), Kipping foi pragmático:
“Não estou dizendo que eles estejam mentindo ou que sejam loucos… mas, se você quer que a comunidade científica embarque nisso, precisamos talvez que Trump ou alguém libere essa informação para que possamos investigá-la por conta própria.
O astrônomo explicou que os vídeos atuais do Pentágono, embora mostrem aeronaves fazendo coisas estranhas, carecem de dados cruciais, como a distância (alcance), o que torna impossível verificar cientificamente sua velocidade ou tamanho.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEQuando foi pressionado sobre qual é a evidência mais convincente que já viu até hoje, Kipping não apontou para OVNIs, mas para fenômenos astronômicos. Ele mencionou a “estrela de Przybylski”. Esse objeto contém elementos radioativos incomuns em sua superfície, como plutônio, urânio, califórnio e einstênio — materiais que deveriam decair em questão de décadas e não deveriam existir naturalmente em uma estrela com bilhões de anos.
Kipping recordou uma teoria do famoso Carl Sagan: “Sagan sugeriu que alienígenas poderiam fazer isso… que poderiam espalhar ou salgar materiais radioativos nas estrelas como uma forma de dizer olá.”

Da mesma forma, ele fez referência a outros objetos que desafiam a compreensão, como o objeto interestelar 3I/ATLAS, que — assim como outros visitantes anômalos — gera debate sobre se sua trajetória ou composição incomuns são naturais ou se representam alguma tecnologia avançada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADENesse sentido, o entrevistador não aproveitou a oportunidade para perguntar a Kipping sobre os estudos recentes da astrônoma Beatriz Villarroel, que documentam inexplicáveis clarões transitórios registrados no espaço antes da era dos satélites e que coincidem com testes nucleares na Terra — um tema de grande relevância para a comunidade astronômica devido à sua natureza ainda não explicada.
Apesar da falta de provas definitivas, Kipping mantém um otimismo baseado na própria história do nosso planeta. O fato de a vida na Terra ter começado tão rapidamente — poucos centenas de milhões de anos após sua formação — sugere que a vida é um processo que ocorre com facilidade.
No entanto, o professor concluiu com uma nota de preocupação, não sobre invasões alienígenas, mas sobre o futuro da ciência humana. Kipping lamentou os cortes orçamentários propostos para a NASA em 2026, destacando a ironia de figuras políticas como Marco Rubio apoiarem a busca pela verdade sobre os OVNIs enquanto endossam reduções que cortariam pela metade o financiamento científico da agência.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE- Veja também: Debates sobre a anomalia do Mar Báltico ressurgem
“Somos duas velas através do universo tentando alcançar uma à outra”, refletiu ele sobre a busca por outra civilização, sugerindo que talvez o propósito desesperado de nossa existência seja simplesmente estabelecer contato com alguém além de nós.
A entrevista completa, a seguir:
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