CIA recolhe arquivos sobre JFK e MK-Ultra nos EUA
A CIA teria recolhido 40 caixas de documentos relacionados ao assassinato do ex-presidente John F. Kennedy e ao programa MK-Ultra antes da divulgação pública dos arquivos, segundo denúncias feitas nos Estados Unidos. O caso provocou reação de parlamentares e ampliou a pressão sobre a comunidade de inteligência norte-americana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA denúncia foi divulgada inicialmente por James Erdman III, identificado como denunciante ligado à agência. De acordo com o relato, os documentos estavam sob processamento da Oficina do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI) para futura desclassificação quando teriam sido retirados fisicamente pela Central Intelligence Agency.
A deputada republicana Anna Paulina Luna afirmou que a agência teria 24 horas para devolver o material ao gabinete da diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar ameaçou apresentar uma moção para emissão de intimação judicial caso os documentos não fossem devolvidos.
Segundo Luna, os arquivos haviam sido solicitados formalmente pelo Congresso norte-americano. A congressista também confirmou recentemente o adiamento de uma audiência do grupo de trabalho sobre o programa MK-Ultra após dificuldades para garantir depoimentos de testemunhas.
Ela afirmou que apenas uma pessoa confirmou participação na audiência, enquanto outras testemunhas demonstraram receio em depor por questões consideradas legítimas. Uma nova data para a sessão ainda deverá ser anunciada.
O MK-Ultra foi um programa secreto conduzido pela CIA durante a Guerra Fria e se tornou conhecido décadas depois por experimentos envolvendo técnicas de manipulação psicológica e controle mental. Parte das atividades veio a público após investigações do Congresso dos Estados Unidos nos anos 1970.
O assassinato de Kennedy, ocorrido em 1963, permanece cercado por debates e pedidos recorrentes de transparência sobre documentos mantidos sob sigilo pelo governo norte-americano. Nos últimos anos, diferentes administrações liberaram lotes de arquivos relacionados ao caso, embora parte do material continue classificada.
A suposta retirada das caixas pela CIA intensificou críticas de parlamentares que defendem maior abertura de documentos históricos ligados à atuação das agências de inteligência dos Estados Unidos. Até o momento, não houve confirmação oficial pública sobre o conteúdo exato dos arquivos mencionados na denúncia.
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