Foguete da SpaceX colidirá com a superfície da Lua em agosto
No dia 5 de agosto de 2026, a Lua ganhará uma nova marca em sua superfície. De acordo com cálculos de Bill Gray, astrônomo experiente e desenvolvedor do software Project Pluto, o estágio superior de um foguete Falcon 9, da SpaceX, segue em trajetória de colisão inevitável com o satélite natural da Terra.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO objeto fazia parte da missão que, em 15 de janeiro de 2025, enviou em direção à Lua os módulos de pouso Blue Ghost e Hakuto-R. Após cumprir sua função de impulsionar as cargas, o estágio do foguete ficou à deriva no espaço, tornando-se mais um fragmento da crescente nuvem de lixo espacial que orbita a Terra e suas proximidades.
Quando e onde ocorrerá o impacto
A estimativa é que o impacto aconteça às 06:44 UTC (01:44 da madrugada, horário CDT), nas proximidades da Cratera Einstein, localizada no limbo — a borda visível — da Lua.

O estágio do foguete atingirá a superfície a cerca de 2,43 km/s (aproximadamente 8.700 km/h). Como a Lua não possui atmosfera, não haverá resistência para desacelerar o objeto, tornando a colisão direta e inevitável.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADESegundo Gray, o evento não representa risco para a Terra, mas levanta preocupações importantes:
“Não há perigo para ninguém, mas isso evidencia certa falta de cuidado na forma como descartamos hardware espacial.”
Será possível observar o impacto?
Para os entusiastas da astronomia, a expectativa de observar o evento diretamente é baixa. Embora a Lua esteja visível em grande parte da América do Sul e na metade leste dos Estados Unidos e Canadá no momento do impacto, a colisão deve ser pequena demais para ser detectada com telescópios convencionais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAinda assim, há possibilidade de confirmação posterior. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da NASA, poderá sobrevoar a região dias depois para capturar imagens do novo crater formado.

Lixo espacial: um desafio crescente
Rastrear esse tipo de objeto não é simples. Diferentemente dos asteroides naturais, fragmentos artificiais são influenciados pela pressão da radiação solar, o que altera suas trajetórias de forma sutil e imprevisível.
Gray destaca que:
“Programas de busca de asteroides preferem não observar lixo espacial. Cada minuto gasto com detritos é tempo perdido na busca por objetos potencialmente perigosos.”
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Segundo o especialista, esses restos só recebem atenção quando se movem lentamente e podem ser confundidos com asteroides de risco.
Não é um caso isolado
Este não é o primeiro incidente do tipo. Em 2022, um estágio de foguete chinês colidiu com o lado oculto da Lua, formando uma cratera dupla incomum.
Eventos como esse reforçam a preocupação com o aumento de detritos no espaço cislunar, especialmente em um momento em que potências como Estados Unidos e China aceleram seus planos para estabelecer bases permanentes na Lua.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEFontes: Project Pluto, mysteryplanet.com.ar
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