Aldo Rebelo defende abertura de arquivos sobre casos de Ovnis
A possibilidade de divulgar documentos militares sobre ocorrências envolvendo objetos voadores não identificados voltou ao debate público após declarações do ex-ministro da Defesa e pré-candidato à Presidência da República, Aldo Rebelo. Em entrevista ao canal American Alchemy, apresentado por Jesse Michels, Rebelo afirmou que o Brasil possui registros oficiais de fenômenos anômalos não identificados acumulados ao longo de décadas e defendeu maior transparência sobre o tema.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADESegundo o ex-ministro, parte dos documentos relacionados a esses episódios já foi tornada pública, mas arquivos considerados mais sensíveis permanecem sob sigilo militar. Durante a entrevista, ele declarou que apoiaria uma abertura mais ampla desses registros caso houvesse iniciativa semelhante por parte dos Estados Unidos.
Entre os episódios mencionados está a chamada Operação Prato, realizada pela Força Aérea Brasileira em 1977 na região de Colares. Na época, moradores relataram a presença de objetos luminosos que teriam emitido feixes de luz associados a queimaduras, ferimentos e outros sintomas físicos. Os relatos deram origem ao apelido “chupa-chupa”, popularizado entre a população local.
Rebelo afirmou que o caso gerou extensa documentação oficial, incluindo relatórios militares, registros médicos e depoimentos de testemunhas. Segundo ele, parte desse material continua restrita aos arquivos das Forças Armadas.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEOutro episódio citado foi a chamada “Noite Oficial dos Ovnis”, ocorrida em maio de 1986. Na ocasião, radares de controle aéreo registraram diversos alvos não identificados em diferentes regiões do país, levando ao acionamento de aeronaves militares para tentativa de interceptação.

De acordo com o relato apresentado na entrevista, pilotos e operadores de radar observaram movimentos considerados incomuns para os padrões aeronáuticos conhecidos. Rebelo mencionou registros de velocidades elevadas e manobras que, segundo os envolvidos, desafiaram as capacidades tecnológicas disponíveis à época.
O ex-ministro também comentou o Caso Varginha, ocorrido em 1996 em Varginha. O episódio tornou-se um dos mais conhecidos da ufologia brasileira após relatos sobre a suposta observação de seres não humanos e uma possível operação militar na cidade.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDurante a entrevista, Rebelo afirmou considerar confiáveis testemunhos apresentados ao longo das investigações, incluindo relatos atribuídos a profissionais da área médica e militares envolvidos no caso. Ele também mencionou o soldado Marco Cherezi, cuja morte após participar da operação é frequentemente citada por pesquisadores que investigam o episódio.
Ao abordar o interesse internacional sobre ocorrências registradas no Brasil, Rebelo afirmou que casos envolvendo fenômenos anômalos não identificados despertam atenção de agências de segurança e defesa de diferentes países. Para ele, a ampliação do acesso a documentos oficiais poderia contribuir para pesquisas científicas e para o debate público sobre o tema.
A entrevista também discutiu hipóteses frequentemente exploradas por pesquisadores da área, incluindo possíveis relações entre a incidência de relatos e características geológicas de determinadas regiões brasileiras. No entanto, não foram apresentadas evidências científicas conclusivas que confirmem essa associação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAs declarações de Aldo Rebelo refletem sua interpretação dos casos citados e de documentos aos quais teve acesso durante sua trajetória pública. Até o momento, não existe consenso científico que comprove a origem extraterrestre dos fenômenos mencionados, embora parte dos episódios continue sendo objeto de investigação e debate entre pesquisadores, militares e estudiosos do tema.
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