James Webb identifica buraco negro inativo distante
Uma equipe de astrônomos anunciou a descoberta de um buraco negro supermassivo, com massa equivalente a 6 bilhões de vezes a do Sol, localizado na galáxia MRG-M0138. Esta galáxia, que não está mais formando estrelas, foi observada quando o universo tinha apenas 3 bilhões de anos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDescoberta do buraco negro em MRG-M0138
O buraco negro foi identificado na galáxia MRG-M0138, que se encontra a mais de 10 bilhões de anos-luz da Terra. A detecção foi possível graças à combinação da visão aguçada do Telescópio Espacial James Webb com o efeito de lente gravitacional de um aglomerado de galáxias em primeiro plano, que ampliou a imagem da galáxia.
Método de detecção e análise
Os pesquisadores utilizaram o espectrógrafo NIRSpec do James Webb para observar MRG-M0138. A técnica envolveu a análise do movimento das estrelas na região central da galáxia, onde a gravidade do buraco negro influencia a velocidade das estrelas. Segundo o Dr. Andrew Newman, um dos responsáveis pelo estudo, essa abordagem é uma das melhores para medir a massa de buracos negros.
Implicações para a evolução de buracos negros
A descoberta de MRG-M0138 oferece novas perspectivas sobre a evolução dos buracos negros e sua relação com as galáxias. As observações sugerem que as galáxias mais densas eram locais de crescimento acelerado de buracos negros nos primórdios do universo. O professor Richard Ellis, da University College London, destacou que a técnica utilizada pode facilitar um censo mais abrangente sobre o desenvolvimento de buracos negros ao longo do tempo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEPublicação dos resultados na revista Science
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Science. A publicação detalha a medição da massa do buraco negro inativo e discute suas implicações para a compreensão da formação de buracos negros e galáxias no universo primitivo. Os pesquisadores esperam que essa descoberta permita um entendimento mais profundo sobre a evolução cósmica.
A identificação de buracos negros inativos em galáxias distantes representa um avanço significativo na astrofísica, possibilitando novas investigações sobre a dinâmica do universo em suas fases iniciais. A pesquisa contribui para o entendimento das interações entre buracos negros e suas galáxias anfitriãs ao longo da história cósmica.
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