Sistema planetário de Barnard’s Star pode ser hostil à vida
Um estudo recente sugere que os quatro exoplanetas subterrestres que orbitam a estrela Barnard, a vizinha mais próxima do Sol, são compostos principalmente por periclase, um mineral profundo da Terra, e carecem de atmosferas, tornando-os inóspitos para a vida.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAnálise revela composição mineral dos planetas
Pesquisadores da Universidade de Cambridge, liderados pelo astrônomo Xander Byrne, analisaram a composição química da estrela Barnard e descobriram que os planetas são ricos em magnésio, o que resulta na formação de grandes quantidades de periclase. Este mineral, encontrado a centenas de quilômetros abaixo da superfície terrestre, não é eficiente na retenção de água.
Características orbitais e condições extremas
Os planetas do sistema de Barnard estão localizados a uma distância muito próxima da estrela, com o mais externo orbitando dez vezes mais perto do que Mercúrio do Sol. De acordo com Byrne, essa proximidade e a baixa gravidade dos planetas resultam na perda de suas atmosferas, que poderiam ter se mantido por no máximo dois bilhões de anos, muito menos do que a idade do sistema, estimada em 10 bilhões de anos.
Estabilidade do sistema planetário
Embora sistemas planetários compactos como o de Barnard frequentemente apresentem instabilidade, os pesquisadores identificaram que um fenômeno chamado ressonância orbital pode estar contribuindo para a estabilidade do sistema. As durações das órbitas dos três planetas internos estão em uma proporção de 9:12:16, semelhante a intervalos musicais, o que pode ajudar a evitar colisões ou ejeções de planetas.
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Futuras missões podem descobrir novos exoplanetas
Missões futuras, como a missão Plato da ESA, têm potencial para identificar mais planetas pequenos semelhantes aos que orbitam Barnard’s Star. Byrne observa que planetas maiores são mais fáceis de detectar, mas a sensibilidade dessas novas missões pode revelar um número maior de exoplanetas pequenos e rochosos, ampliando o conhecimento sobre a diversidade planetária.
O estudo foi publicado em 24 de junho na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society e pode ser acessado no paper.
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