Tumba de oficial é descoberta em Luxor com pinturas antigas
Uma missão arqueológica holandesa, liderada pela Dra. Carina van den Hoven da Universidade de Leiden, revelou uma tumba na necrópole de Tebas, localizada na margem oeste da cidade de Luxor. A descoberta ocorreu durante a campanha de escavação da equipe nesta temporada, parte de um projeto de pesquisa em colaboração com o Ministério de Turismo e Antiguidades. Esta iniciativa visa a conservação preventiva e a produção do primeiro estudo arqueológico abrangente da área.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDescoberta na necrópole de Tebas
A tumba foi encontrada no setor inferior de Sheikh Abd al-Qurna, próximo à Tumba 45. O secretário geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Hisham el-Leithy, destacou que a equipe holandesa tem realizado um plano de pesquisa ambicioso, com o apoio institucional do governo egípcio, para proteger o patrimônio funerário da região.

Identificação do proprietário da tumba
Após uma análise epigráfica preliminar, os especialistas identificaram o proprietário da tumba como Paser, conforme indicado pelas inscrições nas paredes. Essa identificação é crucial para entender o contexto social e administrativo da época em que viveu.

Estilo artístico e datação preliminar
O estilo artístico das representações e a qualidade dos hieróglifos sugerem que a tumba remonta ao período ramessida, especificamente às 19ª ou 20ª dinastias do Novo Reino. No entanto, análises mais detalhadas serão necessárias para refinar a datação e entender melhor o papel de Paser na hierarquia social.
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Estrutura arquitetônica da tumba
A estrutura da tumba segue o padrão habitual das tumbas privadas da elite tebana, com um pátio aberto e uma capela principal esculpida na rocha em forma de T invertido. O complexo inclui várias câmaras subterrâneas destinadas a abrigar os caixões e bens funerários, refletindo a continuidade dos cânones arquitetônicos estabelecidos durante a 18ª dinastia.
A descoberta da tumba de Paser representa um avanço significativo nas pesquisas sobre a civilização faraônica e contribui para o entendimento do desenvolvimento funerário na região. A equipe arqueológica continuará seus esforços para documentar e estudar o complexo funerário, buscando elucidar a identidade dos indivíduos enterrados e suas biografias.
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