Programa secreto sobre tecnologia não humana opera desde 1947
Em entrevista recente à jornalista Megyn Kelly, o ex-oficial da Força Aérea dos Estados Unidos e denunciante David Grusch apresentou novas declarações sobre a existência de um suposto programa governamental de longa duração voltado à recuperação e à engenharia reversa de veículos de origem não humana. Segundo ele, esse programa estaria em operação desde pelo menos 1947.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEDe acordo com Grusch, o chamado “programa legado” teria sido conduzido de forma altamente compartimentada, com o envolvimento de setores do governo norte-americano e de uma ampla rede de contratantes privados. Ele afirmou que essas atividades teriam sido mantidas fora do alcance da supervisão pública e institucional, inclusive sem o pleno conhecimento de presidentes e secretários de Defesa, por meio de operações de controle de informação em nível nacional.
O ex-oficial descreveu ainda um cenário marcado pela ausência de mecanismos claros de responsabilização. Segundo ele, as informações seriam deliberadamente fragmentadas, de modo que nenhum indivíduo ou órgão tivesse uma visão completa do programa ou responsabilidade direta sobre suas ações.
Apesar dessa estrutura, Grusch apontou o ex-vice-presidente Dick Cheney, que ocupou o cargo entre 2001 e 2009, como a figura mais próxima de uma liderança central com conhecimento abrangente dessas atividades. Ele afirmou que, após a saída de Cheney do governo, em 2009, o programa teria deixado de contar com uma coordenação centralizada.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEOutro nome mencionado foi o de James Clapper, ex-diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos. Grusch criticou o que classificou como falta de transparência por parte de Clapper, apesar de sua recente participação no documentário The Age of Disclosure, no qual aborda questões relacionadas ao monitoramento de objetos aéreos não identificados na região da Área 51.
Segundo Grusch, Clapper teria pleno conhecimento sobre casos de recuperação de incidentes envolvendo fenômenos aéreos não identificados e teria atuado diretamente na gestão desse tema durante o período em que chefiou a Diretoria de Inteligência Nacional, o Subsecretariado de Defesa para Inteligência e a Agência de Inteligência de Defesa, entre 2010 e 2017.
Ele afirmou ainda que o ex-diretor teria designado pessoas, em funções públicas e não públicas, para lidar especificamente com essas questões dentro da estrutura de inteligência dos Estados Unidos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAo final da entrevista, Grusch defendeu que líderes da comunidade de inteligência norte-americana adotem uma postura mais aberta e responsável, compartilhando de forma transparente as informações às quais tiveram acesso, em vez de permitir que apenas um ex-oficial se manifeste publicamente sobre o assunto.
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