Arquivos de OVNIs e crise Epstein: denunciantes reagem à decisão de Trump
Ex-oficiais de inteligência e denunciantes de fenômenos aéreos não identificados (UAP) reagiram com entusiasmo às instruções do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que agências federais identifiquem e liberem arquivos governamentais relacionados a OVNIs, vida extraterrestre e fenômenos aéreos não identificados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO ex-oficial do Pentágono Luis Elizondo, que liderou esforços de transparência sobre UAPs e alegou anteriormente que o governo detém informações significativas sobre o assunto, descreveu a ordem como “a culminação de anos de dedicação” e “uma vitória para a verdade e para o público”.
Elizondo afirmou que muitos anos de trabalho de denunciantes e defensores da divulgação de informações foram necessários para alcançar esse momento e declarou: “O povo merece nada menos do que a verdade completa.”
Outro ex-funcionário do Grupo de Trabalho UAP do Pentágono, Jay Stratton, classificou a decisão como “transcendental”, mencionando que o recente documentário The Age of Disclosure e as declarações de autoridades ajudaram a mudar a percepção pública e política sobre o assunto.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA ordem de Trump surge em meio a um contexto político mais amplo, impulsionado por declarações do ex-presidente Barack Obama, que recentemente mencionou em um podcast que, estatisticamente, a vida extraterrestre poderia existir, ainda que sem evidências de contato direto. Trump criticou Obama por supostamente revelar informações classificadas indevidamente e disse que sua ação busca assumir o controle da narrativa histórica.
Especialistas alertam, no entanto, que até o momento não há confirmação pública de vida extraterrestre ou de materiais alienígenas em posse do governo dos EUA, apesar das dezenas de relatórios e eventos de UAP registrados nos últimos anos.
A iniciativa divide opiniões: enquanto defensores da divulgação aplaudem o esforço por transparência, críticos observam que a simples liberação de arquivos não garante novas descobertas substanciais, nem comprovação de que os fenômenos tenham origem não humana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAinda apontam que esse foco também coincide com um momento em que outro arquivo explosivo continua gerando turbulência política: os documentos liberados sobre o caso Jeffrey Epstein.
A divulgação de cerca de 3 milhões de documentos pelo Departamento de Justiça suscitou debates sobre equilíbrio entre transparência e proteção de dados de vítimas, com críticas de que algumas informações expostas podem ter sido publicadas sem as devidas salvaguardas.
Em Londres, as repercussões também têm sido significativas: a publicação de partes desses arquivos alimentou uma investigação policial sobre o ex-embaixador britânico Peter Mandelson, acusado de ter repassado e-mails potencialmente confidenciais a Epstein durante seu período como ministro — fato que resultou em sua renúncia à Câmara dos Lordes e na abertura de possíveis acusações por má conduta em cargo público.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAlém disso, outros aspectos dos documentos desencadearam averiguações sobre uso de aeroportos e logística de voos privados associados ao caso Epstein, com autoridades britânicas “avaliando” se instalações em Londres teriam sido usadas nesse contexto.
Esse panorama tem alimentado uma narrativa dual de crise e distração: enquanto defensores da abertura de arquivos governamentais, seja sobre UAPs ou sobre o caso Epstein, veem essas ações como passos para a verdade, críticos sugerem que a urgência em discutir fenômenos extraterrestres pode funcionar como uma manobra estratégica para desviar a atenção pública dos materiais sensíveis e potencialmente embaraçosos ligados a identificações de elites políticas e econômicas.
Analistas destacam, contudo, que os EUA e o Reino Unido enfrentam pressões diferentes sobre divulgação e investigação, com autoridades britânicas adotando uma postura mais proativa em torno de possíveis vínculos documentados com líderes e ex-líderes, enquanto no cenário americano as instituições legislativas e judiciais debatem a extensão e as limitações da divulgação sob o princípio constitucional e proteção das vítimas.
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