Estudo genético revela continuidade populacional na China antiga
Um estudo genético inédito sobre indivíduos do cemitério de Dahekou, na província de Shanxi, revela a continuidade populacional na bacia do rio Amarelo por mais de dois milênios. A pesquisa, conduzida por uma equipe da Universidade de Jilin e outras instituições chinesas, analisa o genoma mitocondrial completo de 207 indivíduos enterrados entre 1046 e 771 a.C., durante a dinastia Ocidental.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEAnálise do cemitério de Dahekou em Shanxi
O cemitério de Dahekou, considerado o maior da Idade do Bronze na região, contém mais de 2.250 tumbas e 25.000 objetos funerários. A equipe de pesquisa identificou dois tipos de sepultamentos: os de alto status, que incluem ricos artefatos de bronze e jade, e os de baixo status, predominantemente com cerâmicas. A análise genética focou em 163 indivíduos, revelando uma relação genética próxima com grupos neolíticos da bacia do rio Amarelo.
Resultados do estudo genético e suas implicações
Os resultados do estudo, publicados no Journal of Archaeological Science, indicam que a população de Dahekou manteve uma continuidade genética significativa ao longo dos séculos. A comparação do material genético com 905 genomas mitocondriais de populações antigas e 1.210 sequências de indivíduos contemporâneos mostrou uma alta proporção de haplogrupos compartilhados com as culturas Taosi e Shimao, confirmando a estabilidade populacional na região.
Interações populacionais durante a Idade do Bronze
Embora a base genética da população de Dahekou fosse predominantemente local, o estudo revelou que houve intercâmbios com populações de outras regiões durante a Idade do Bronze. Análises de afinidade genética mostraram que indivíduos de Dahekou compartilham linhagens maternas com populações contemporâneas do curso superior e inferior do rio Amarelo, corroborando evidências arqueológicas de interações culturais e políticas com a dinastia Zhou.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADERelações genéticas com populações contemporâneas
A pesquisa também explorou as relações genéticas entre os indivíduos de Dahekou e as populações chinesas atuais. Os resultados indicam que a população de Dahekou compartilha uma maior proporção de haplótipos com os Han do norte, evidenciando uma conexão genética que perdura até os dias atuais. Essa continuidade sugere que, apesar das mudanças políticas e culturais ao longo dos séculos, a base populacional da região permaneceu estável.
O estudo sobre o cemitério de Dahekou não apenas ilumina a história genética da China antiga, mas também oferece insights sobre a formação das sociedades na Idade do Bronze. A pesquisa ressalta a importância das interações sociais e culturais na construção das identidades populacionais ao longo do tempo. Para mais detalhes, consulte o estudo completo em doi.org/10.1016/j.jas.2026.106643.
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