Escavações em Tivenys revelam ocupação anterior ao século III a.C.
As escavações realizadas no sítio arqueológico de L’Assut, em Tivenys, Baix Ebre, durante o verão de 2023, trouxeram à tona evidências que desafiam a cronologia previamente estabelecida para a ocupação da região. O projeto de pesquisa, que se estende até 2029, visa reavaliar a sequência urbana do local, que foi habitado continuamente entre os séculos VII e I a.C.
Contexto das escavações em L’Assut
Localizado em uma posição estratégica ao longo do rio Ebro, o sítio de L’Assut passou por intervenções que revelaram estruturas que indicam uma fase de ocupação anterior àquela associada ao crescimento significativo do assentamento no século III a.C. Segundo Ivan Cots, co-diretor da pesquisa e membro do Seminari de Protohistòria i Arqueologia da Universitat Rovira i Virgili, os dados extraídos do registro estratigráfico sugerem um desenvolvimento monumental que pode ter começado antes do previsto.

Descobertas arqueológicas significativas
Entre os materiais recuperados, destaca-se um selo cerâmico com uma inscrição atribuída a um soldado da facção sertoriana, datado do período das guerras civis romanas no início do século I a.C. Além do selo, foram encontrados moedas, um stilus de metal, uma fibula romana ligada a equipamentos militares e fragmentos de cerâmica grega importada, que reforçam a ideia de conexões comerciais de longa distância no Mediterrâneo desde tempos remotos.

Implicações históricas das novas evidências
As novas descobertas em L’Assut adicionam complexidade à compreensão da transição das comunidades ibéricas da região do Ebro para a esfera romana. A longa diacronia do sítio, que abrange quase seis séculos, torna-o uma referência essencial para o estudo da proto-história, permitindo a reconstrução de padrões habitacionais, econômicos e mudanças na organização social e política das comunidades locais.

Educação e pesquisa no local das escavações
As escavações em L’Assut também têm um componente educacional significativo. Desde 2012, o projeto combina pesquisa científica com treinamento prático para estudantes de História, História da Arte e Arqueologia. Este ano, alunos de diversos programas participaram ativamente em todas as fases do processo arqueológico, sob a supervisão de pesquisadores do GRESEPIA e técnicos especializados.
A fase de laboratório, que se segue à intervenção direta no campo, envolve a classificação sistemática dos materiais extraídos, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a ocupação antiga da região.
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