Eclipse, Perseidas e planetas marcarão o céu de 12 de agosto
Entre a tarde de 12 de agosto e a madrugada de 13 de agosto de 2026, uma sequência de eventos celestes deverá movimentar o céu em diferentes regiões do planeta. O período reunirá um eclipse solar total, o pico da chuva de meteoros Perseidas e uma configuração envolvendo seis planetas.
O eclipse será o principal fenômeno do dia. A faixa de totalidade terá cerca de 95 minutos de duração e passará pelo Ártico, Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e uma área de Portugal. O máximo da totalidade, com duração de até 2 minutos e 18 segundos, ocorrerá sobre o Atlântico Norte, às 17h46 no horário de referência informado para a Islândia (17h46 UTC).

Na Península Ibérica, o eclipse ocorrerá próximo ao pôr do Sol, com o astro bastante baixo no horizonte oeste. Na Espanha, a fase total está prevista para começar às 20h27 em Bilbao, 20h28 em La Coruña e León, 20h29 em Zaragoza, 20h31 em Palma de Mallorca e 20h32 em Valência, considerando o horário local peninsular.
Em Madri, o fenômeno será parcial, mas a cobertura do disco solar chegará a 99,9% no momento máximo, às 20h32. Em Barcelona, o pico ocorrerá às 20h29, com 99,7% de cobertura.

Na Islândia, a fase parcial começará às 16h47 em Reykjavik, com a totalidade prevista para 17h48 no horário local. Em Lisboa, a cobertura máxima chegará a cerca de 95% às 19h36. Londres terá aproximadamente 91% de ocultação às 19h13, enquanto Paris e Berlim registrarão máximos de 92% e 85%, respectivamente.
O eclipse também será visível de forma parcial em partes da América do Norte. Em Nova York, o máximo ocorrerá às 13h54, com 9,5% de cobertura. Boston terá 16% às 13h55, enquanto Portland, no Maine, chegará a 19% às 13h53. Em Fairbanks, no Alasca, a cobertura será de 37% às 8h27.
No Canadá, o eclipse atingirá 18% de cobertura em Montreal às 13h45, 24% na cidade de Quebec às 13h46 e 53% em St. John’s, na Terra Nova, às 15h35.
Evento da ESA na Espanha
Quem estiver na região de totalidade poderá acompanhar atividades de divulgação científica organizadas pela Agência Espacial Europeia (ESA), em parceria com o Ayuntamiento de León e a Universidade de León.
A programação será realizada no Palacio de Congresos y Exposiciones de León e deverá incluir atividades interativas, palestras e observação do eclipse conduzida por astrônomos e engenheiros.
A ESA também prevê uma transmissão online a partir de León para quem estiver fora da faixa de totalidade. Segundo as informações fornecidas para o evento, a transmissão ocorrerá entre 19h30 e 20h45, no horário local espanhol.
Perseidas atingem o pico na mesma noite
Depois do eclipse, o céu continuará movimentado. Na noite de 12 para 13 de agosto, a chuva de meteoros Perseidas chegará ao período de maior atividade.
A ocorrência próxima à Lua nova favorecerá a observação dos meteoros, já que a ausência do brilho lunar deixa o céu mais escuro. Segundo a previsão apresentada na fonte, observadores no Hemisfério Norte poderão registrar até cerca de 100 meteoros por hora entre a meia-noite e o amanhecer, sob condições favoráveis de observação.
As Perseidas são conhecidas por produzir meteoros rápidos e brilhantes, embora a quantidade efetivamente observada dependa das condições do céu e do local de observação.
Seis planetas no céu antes do amanhecer
Antes do nascer do Sol, outro fenômeno deverá completar a sequência de eventos: uma configuração aparente envolvendo Mercúrio, Júpiter, Marte, Saturno, Urano e Netuno.
Marte e Saturno deverão ser os planetas mais fáceis de identificar a olho nu. Mercúrio e Júpiter aparecerão próximos ao horizonte leste e, segundo as informações disponíveis, a observação será favorecida entre 30 e 60 minutos antes do amanhecer, desde que o horizonte esteja livre de obstáculos.
Urano exigirá o auxílio de binóculos, enquanto Netuno deverá precisar de um telescópio para ser localizado.
A configuração, portanto, não significa que os seis planetas estarão fisicamente alinhados em uma mesma linha no espaço. Trata-se da forma como esses corpos celestes poderão aparecer distribuídos no céu quando observados da Terra.
Interpretações sobre energia e consciência
Além da astronomia, a combinação dos fenômenos também vem sendo associada a interpretações metafísicas e holísticas.
Nessas correntes, o eclipse solar é descrito simbolicamente como o encontro entre a Lua, relacionada ao subconsciente e às emoções, e o Sol, associado à razão, ao ego e à energia vital. O período de ocultação do Sol também é interpretado por esses grupos como uma oportunidade de renovação ou transformação pessoal.
A fonte consultada afirma ainda que pesquisadores ligados ao chamado “campo sutil” atribuem ao eclipse e à configuração planetária efeitos sobre a chamada rede eletromagnética terrestre. Uma dessas interpretações descreve o período como favorável à dissolução de vínculos emocionais e à chamada “cura de memórias”.
Essas afirmações pertencem ao campo das interpretações metafísicas e não são apresentadas, na fonte, como resultados de observações astronômicas. Dentro dessa perspectiva, a combinação do eclipse, da configuração planetária e das Perseidas é descrita simbolicamente como um “portal de intencionalidade”, associado à elevação da consciência coletiva.
Para a observação do céu, entretanto, o interesse da noite de 12 para 13 de agosto estará principalmente na coincidência de diferentes fenômenos astronômicos em um intervalo de poucas horas: o eclipse solar, o pico das Perseidas e a presença de vários planetas no céu antes do amanhecer.
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