Avi Loeb sugere que sondas alienígenas podem usar biologia sintética
O astrofísico Avi Loeb propôs que civilizações extraterrestres avançadas podem desenvolver formas de inteligência baseadas em biologia sintética, e não necessariamente em computadores de silício como a atual inteligência artificial humana.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEA reflexão foi apresentada em resposta a uma pergunta de um estudante universitário da França sobre o chamado paradoxo das sondas de Von Neumann — máquinas autônomas capazes de se autorreplicar, se reparar e viajar entre as estrelas. Segundo o argumento, mesmo sondas se deslocando a apenas 1% da velocidade da luz poderiam, em teoria, espalhar-se pela Via Láctea em algumas centenas de milhares de anos, um intervalo considerado curto na escala cósmica.
O estudante questionou por que não há evidências observáveis dessas máquinas ou de grandes projetos de engenharia galáctica, levantando a possibilidade de que nenhuma civilização tecnologicamente superior à humanidade exista ou tenha existido na galáxia.
Em sua resposta, Loeb afirmou que os próprios seres humanos podem ser considerados sondas inteligentes, autorreplicantes e capazes de realizar autorreparos. Para ele, ainda permanece em aberto a questão sobre se a existência humana na Terra pode ter alguma relação com uma eventual visitação extraterrestre.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO pesquisador destacou que a inteligência artificial atual depende de chips de silício, material derivado principalmente de quartzo e sílica presentes na crosta terrestre. Apesar dos avanços tecnológicos, sistemas modernos de IA consomem grandes quantidades de energia para executar tarefas cognitivas que o cérebro humano realiza utilizando aproximadamente 20 watts.
Com uma compreensão mais avançada da biologia no futuro, Loeb argumenta que seria possível criar cérebros artificiais baseados em biologia sintética dentro de corpos capazes de obter energia a partir de nutrientes disponíveis em ambientes naturais. Essas entidades poderiam ser mais eficientes energeticamente e mais adaptáveis do que robôs movidos por inteligência artificial baseada em silício.
Segundo o astrofísico, versões futuras dessas máquinas biológicas poderiam ter cérebros ampliados, maior capacidade intelectual e sistemas de reparo capazes de garantir uma existência extremamente longa. Elas poderiam se tornar candidatas ideais para missões interestelares como sondas de Von Neumann enviadas a exoplanetas potencialmente habitáveis.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEComo a maior parte das estrelas da Via Láctea surgiu bilhões de anos antes do Sol, Loeb argumenta que civilizações extraterrestres mais antigas poderiam ter alcançado esse estágio tecnológico muito antes da humanidade.
Ele levanta, então, a hipótese de que os seres humanos possam ser, em última instância, sondas inteligentes de origem extraterrestre criadas por meio de uma tecnologia de biologia sintética avançada. A ideia permanece especulativa e não possui evidências científicas confirmadas.
Loeb também afirmou que espera que pesquisas relacionadas aos fenômenos anômalos não identificados possam ajudar a determinar se a Terra está ou não sendo visitada por inteligências não humanas e, em caso positivo, compreender a natureza dessa possível inteligência.
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