Ilha “fantasma” surge e some em reservatório no Canadá
Uma ilha flutuante coberta por vegetação densa e árvores maduras emergiu e desapareceu sem deixar rastros no reservatório Williston, o maior corpo de água doce da Colúmbia Britânica, no oeste do Canadá. O fenômeno, registrado por navegantes e confirmado por imagens de satélite em 21 de julho, mobilizou a estatal B.C. Hydro e reacendeu discussões sobre eventos anômalos em grandes massas d’água, embora autoridades apontem para uma explicação ambiental.
A estrutura media aproximadamente 140 metros de comprimento por 70 de largura, área equivalente a quase dois campos de futebol americano. Segundo Bob Gammer, porta-voz da B.C. Hydro, empresa responsável pela gestão do reservatório e da infraestrutura hídrica regional, as primeiras imagens virais foram recebidas com ceticismo interno. “É algo inédito para nós neste reservatório”, admitiu Gammer, que inicialmente suspeitou tratar-se de conteúdo gerado por inteligência artificial.
Confirmação satelital e alerta local
A dúvida foi dissipada quando capturas orbitais validaram a existência da massa vegetal. A confirmação técnica coincidiu com relatos de moradores da região. Rocky Avery, residente há mais de quatro décadas na área, divulgou um vídeo gravado por um amigo navegador para alertar a comunidade e as autoridades sobre os riscos à navegação próximos à barragem W.A.C. Bennett.
“Foi um espetáculo incrível, nunca havia visto algo assim em meus 40 anos neste lugar”, declarou Avery à CBC News. O morador enfatizou a preocupação com a segurança de pescadores e embarcações diante de um objeto à deriva de tais proporções em rota de colisão potencial com a infraestrutura da represa.
Hipótese natural versus desaparecimento abrupto
De acordo com a CBC News, especialistas consultados atribuem a formação da ilha a processos naturais intensificados pelo nível recorde do lago, o mais alto em 14 anos devido a chuvas fortes e derretimento de neve. Gammer explicou que a hipótese mais credível envolve troncos e restos de madeira acumulados por anos em uma zona costeira protegida.
Com o tempo, a matéria orgânica em decomposição teria permitido o enraizamento da vegetação até que ventos e correntes desprendessem o bloco, levando-o para águas abertas. Imagens de satélite da B.C. Hydro documentaram tanto a primeira detecção quanto o último registro visual da ilha flutuante.

Apesar da plausibilidade da explicação biológica, o desaparecimento súbito da estrutura nas inspeções orbitais subsequentes mantém o caso em aberto. Não se sabe se a massa se fragmentou em pedaços menores, afundou no leito do reservatório ou foi arrastada para alguma enseada não mapeada. A ausência de vestígios impede, até o momento, uma conclusão definitiva sobre o destino do objeto.
Contexto de fenômenos anômalos em lagos
A sequência incomum de surgimento e desaparecimento de uma massa terrestre consolidada evoca narrativas associadas a fenômenos anômalos não identificados. Historicamente, grandes reservatórios isolados figuram como cenários recorrentes de avistamentos e ocorrências que desafiam explicações convencionais antes de se dissiparem ou submergirem.
Embora a ciência ofereça um argumento ambiental coerente para a formação da ilha, a fugacidade do evento e a falta de resolução sobre seu desaparecimento preservam o caráter intrigante do caso. Para pesquisadores de fenômenos incomuns, o episódio no reservatório Williston exemplifica como eventos naturais extremos podem, mesmo quando parcialmente explicados, gerar lacunas de informação que alimentam a curiosidade e a investigação contínua.
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