Sargento relata mensagem telepática após tocar OVNI em Rendlesham
Em 1980, um dos casos oficiais mais enigmáticos da ufologia mundial teve início na Floresta de Rendlesham, no condado de Suffolk, no Reino Unido. O episódio ocorreu nas proximidades de duas bases aéreas utilizadas pela Força Aérea dos Estados Unidos e envolveu diretamente militares de serviço — uma circunstância que conferiu ao caso um caráter único e duradouro na história dos fenômenos aéreos não identificados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEEntre os dias 26 e 28 de dezembro daquele ano, soldados responsáveis pela segurança da base relataram ter observado luzes incomuns descendo sobre a floresta, seguidas pelo aparecimento de um objeto não identificado que teria pousado entre as árvores.
O artefato foi descrito como tendo formato triangular, dimensões reduzidas, superfície lisa e luzes coloridas em seus vértices — características que não correspondiam a nenhuma aeronave conhecida na época.

Um dos militares que afirmaram ter se aproximado do objeto foi o sargento James W. Penniston. Segundo seu relato, ele tocou a superfície do artefato e observou estranhos símbolos gravados em sua estrutura. Nesse momento, afirmou ter experimentado uma sensação incomum, acompanhada do que descreveu como uma transferência direta de informação para sua mente — uma experiência que só viria a reinterpretar muitos anos depois.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO episódio também contou com a presença de oficiais de alta patente, entre eles o tenente-coronel Charles Halt, então subcomandante da base RAF Woodbridge. Halt registrou parte dos acontecimentos da segunda noite de investigações em gravações de áudio e em relatórios oficiais — documentos que posteriormente foram arquivados pelo Ministério da Defesa britânico e divulgados anos depois.
Décadas após o incidente, Penniston declarou que as informações recebidas durante o contato teriam se manifestado como um código complexo. Em seu livro The Rendlesham Enigma: Book 1: Timeline, ele revelou o conteúdo dessa suposta mensagem, composta por uma sequência de coordenadas espalhadas pelo planeta e por uma frase enigmática que menciona um “ano de origem 8100”. A divulgação reacendeu os debates sobre o caso e reforçou o status do incidente de Rendlesham como um dos episódios mais controversos e discutidos da ufologia moderna.

Segundo o ex-militar, o código teria se formado no momento em que ele tocou os glifos presentes na superfície do objeto. Ele afirmou que passou a “ver” mentalmente milhares de zeros e uns surgindo de forma contínua, como se uma longa sequência numérica estivesse sendo projetada diretamente em sua mente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEApós voltar para casa, Penniston relatou ter sentido uma forte necessidade de registrar o que havia experimentado. Impulsionado por essa sensação, ele anotou compulsivamente a sequência de números em um pequeno caderno, preenchendo 16 páginas com combinações aparentemente aleatórias de zeros e uns. Esse material permaneceu esquecido por décadas e só foi reanalisado em 2010, quando Penniston passou a considerar que os números poderiam representar um código binário.
Segundo ele, após a conversão, o conteúdo do caderno revelou a seguinte mensagem:
Exploração da Humanidade <ilegível> 8100
52.0942532 N 1.3131269 W
Contínuo para avanço planetário
Quarta coordenada contínua <ilegível> antes
16 (ou 26) 763177 N 89.117768 W
34.800272 N 111.843567 W
29.977836 N 31.131649 E
14.701505 S 75.167043 W
36.256845 N 117.100632 E
37.110195 N 25.372281 E
Olhos dos seus olhos
Origem 52.0942532 N 1.3131269 W
Ano de origem 8100
As controvérsias em torno da mensagem e do que ela pode representar.

Desde que a mensagem atribuída a James W. Penniston se tornou pública, ela tem gerado muitas dúvidas e discussões. A principal questão diz respeito à sua autenticidade. O código e as coordenadas não aparecem nos relatos feitos logo após o incidente de 1980, nem constam nos documentos oficiais divulgados pelo Ministério da Defesa britânico. Por isso, muitos pesquisadores questionam se essas informações foram realmente recebidas naquela noite ou se surgiram anos depois, quando o caso já era amplamente conhecido.
Outro ponto que levanta suspeitas é a forma como o código foi interpretado. Há trechos ilegíveis, erros de conversão e coordenadas que não apontam claramente para locais significativos ou recaem em áreas sem aparente relevância. Para os céticos, isso sugere que a mensagem pode ter sido mal interpretada ou gradualmente reconstruída ao longo do tempo, sem uma origem clara e verificável.
Por outro lado, algumas pessoas enxergam as coordenadas de maneira diferente. Elas argumentam que os pontos não devem ser analisados como locais exatos no mapa, mas sim como referências simbólicas. Vários deles levam a regiões associadas a civilizações antigas, como áreas próximas às pirâmides do Egito, partes da América Central e do Oriente Médio — lugares frequentemente vinculados às origens e ao desenvolvimento da civilização humana.
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Dentro dessa interpretação, a mensagem não conteria instruções diretas, mas apresentaria uma espécie de panorama da história humana, como se destacasse momentos-chave de nossa trajetória no planeta. Essa visão é sustentada principalmente por pesquisadores que acreditam que o fenômeno de Rendlesham pode ter tido uma natureza mais observacional do que tecnológica.
A parte que mais chama a atenção, porém, é a referência ao chamado “ano de origem 8100”. Para alguns, isso abre a possibilidade de que a mensagem não tenha vindo de seres extraterrestres, mas de humanos do futuro. Embora altamente especulativa, essa ideia ganhou força entre entusiastas por oferecer uma explicação alternativa baseada em conceitos como viagem no tempo ou comunicação através do tempo.
Outros acreditam que o número não deve ser interpretado literalmente e pode carregar um significado simbólico, representando um futuro distante ou um conceito relacionado à continuidade da humanidade. Os críticos, entretanto, apontam que não há como verificar essa interpretação, mantendo a mensagem firmemente no campo da especulação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEIndependentemente da explicação, a mensagem atribuída a Penniston permanece como um dos aspectos mais controversos do caso da Floresta de Rendlesham. Para alguns, ela acrescenta uma camada extra de mistério ao incidente. Para outros, trata-se apenas de um detalhe posterior que não altera o que realmente aconteceu naquela noite de dezembro de 1980 — mas que continua alimentando debates e teorias até hoje.
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