Fermi identifica motor oculto por trás de supernovas superluminosas
Observações recentes do Telescópio Espacial Fermi, da NASA, indicam que estrelas de nêutrons ultra-magnéticas, conhecidas como magnetars, podem ser a fonte de energia por trás das supernovas superluminosas. Essas explosões estelares raras apresentam luminosidades de 10 a 100 vezes superiores às supernovas de colapso de núcleo convencionais.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEObservações do Fermi revelam nova fonte de energia
O Telescópio Fermi detectou raios gama provenientes da supernova SN 2017egm, que ocorreu na galáxia NGC 3191, localizada a cerca de 440 milhões de anos-luz da Terra. O estudo, liderado pelo Dr. Guillem Martí-Devesa, do Instituto de Ciências Espaciais de Barcelona, sugere que apenas a SN 2017egm apresenta evidências de raios gama, corroborando indícios anteriores de que algumas supernovas podem ser tão luminosas em raios gama quanto em luz visível.
Supernova SN 2017egm e sua descoberta
A SN 2017egm foi descoberta pela missão Gaia da ESA em 23 de maio de 2017. A explosão dessa supernova foi tão intensa que ofuscou toda a galáxia em que ocorreu. O fenômeno é classificado como uma supernova superluminoso, um evento que se destaca entre as quase 400 supernovas de colapso de núcleo identificadas nas últimas duas décadas.
Modelo teórico explica luminosidade das supernovas
Pesquisadores desenvolveram um modelo teórico que simula como a luz e as partículas geradas por um magnetar recém-formado interagem com os detritos da supernova. Este modelo sugere que a rápida rotação do magnetar, que pode girar centenas de vezes por segundo, gera um fluxo intenso de elétrons e pósitrons, formando uma vasta nuvem de partículas energéticas. A interação dessas partículas com os detritos da supernova é responsável pela produção e absorção de raios gama.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEImplicações para o estudo de explosões estelares
As descobertas sobre a SN 2017egm e o papel dos magnetars podem abrir novas perspectivas para o estudo de explosões estelares. O modelo magnetar explica a luminosidade e o tempo de chegada dos raios gama, embora os pesquisadores reconheçam que outros processos também podem ter contribuído para a longa fase de desbotamento da supernova. O artigo que detalha essas descobertas foi publicado na revista Astronomy & Astrophysics.
As investigações em torno das supernovas superluminosas e suas fontes energéticas continuam a ser um campo fértil para a astrofísica, com implicações significativas para a compreensão da evolução estelar e da dinâmica galáctica.
Quer continuar acompanhando conteúdos como este? Junte-se a nós no Facebook e participe da nossa comunidade!
Seguir no Facebook