Assessores de Trump citam Lockheed em alegações sobre UAPs
O líder do Conselho Consultivo de Ciência sobre UAPs da administração do presidente Trump, Avi Loeb, afirmou que um ex-executivo da Lockheed Martin confirmou, de forma indireta, a existência de um suposto programa de recuperação de naves de origem desconhecida mantido pela empresa. A declaração foi feita durante participação no podcast Fresh Freedom, apresentado pelo deputado americano Eric Burlison.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADESegundo Loeb, o ex-dirigente da gigante do setor de defesa visitou sua residência e foi questionado diretamente sobre as alegações envolvendo um programa de recuperação de objetos de origem desconhecida. “Perguntei se havia alguma verdade nessas afirmações, e ele respondeu: ‘Não está errado'”, relatou o astrofísico durante a entrevista.
Em declaração ao New York Post, Loeb disse que, caso materiais desse tipo realmente existam, eles poderiam ser analisados cientificamente. Segundo ele, uma pequena amostra seria suficiente para determinar se sua origem estaria além do Sistema Solar. O pesquisador também afirmou acreditar que empresas privadas estariam mais dispostas a colaborar com iniciativas de divulgação de informações sobre UAPs após a diretriz da administração Trump para liberar dados que não comprometam a segurança nacional.
Durante o mesmo podcast, Hal Puthoff, ex-integrante do Programa Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP), afirmou que a Lockheed Martin estaria preparada para transferir materiais ao programa entre 2008 e 2012. De acordo com seu relato, a iniciativa teria sido interrompida pela Diretoria de Ciência e Tecnologia da CIA.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADELuis Elizondo, que dirigiu o AATIP, apresentou uma alegação semelhante em depoimento ao Congresso dos Estados Unidos. Segundo ele, uma nave de origem desconhecida estaria armazenada em instalações da Lockheed Martin e seria transferida para a instalação da Marinha dos Estados Unidos em Pax River, no estado de Maryland.
Elizondo afirmou que um hangar em Pax River foi projetado especificamente para facilitar a transferência de materiais altamente classificados por via aérea e fluvial. Segundo seu depoimento, a estrutura recebeu financiamento de US$ 10 milhões e foi construída para atender aos requisitos de um programa de acesso especial.
Eric Burlison, deputado republicano pelo Missouri, visitou as instalações de Pax River no início deste ano como parte de sua apuração sobre locais frequentemente citados em relatos envolvendo programas relacionados a UAPs. Após a visita, afirmou que pôde conhecer estruturas que, segundo ele, ajudam a explicar algumas das histórias que ouviu ao longo das investigações.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEO parlamentar também voltou a mencionar a Northrop Grumman, outra empresa frequentemente citada em alegações envolvendo programas de recuperação de objetos de origem desconhecida. Em publicação nas redes sociais, Burlison compartilhou um meme fazendo referência à companhia enquanto defende maior transparência sobre o tema.
Além disso, o congressista solicitou documentos ao Lincoln Laboratory, do MIT, e à MITRE Corporation. Entre os materiais requisitados está um vídeo de uma reunião realizada em 1952, na qual um general americano teria apresentado a cientistas informações sobre uma onda de avistamentos registrada em Washington, D.C., naquele mesmo ano.
Segundo Burlison, será necessário deixar claro às grandes empresas contratadas pelo governo dos Estados Unidos que elas podem colaborar com futuras divulgações. Ele afirmou ainda que, caso existam programas de engenharia reversa envolvendo tecnologias atribuídas a inteligências não humanas, o debate deverá incluir questões relacionadas à propriedade intelectual.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEOutro nome citado na discussão foi Chris Mellon, ex-secretário adjunto de Inteligência para Defesa durante os governos Bill Clinton e George W. Bush. Em evento promovido pela Disclosure Foundation, Mellon afirmou acreditar que as evidências mais relevantes sobre UAPs continuam protegidas por elevados níveis de classificação dentro de órgãos do governo americano e também de empresas contratadas pelo setor de defesa.
Nem a Lockheed Martin nem a Northrop Grumman responderam aos pedidos de comentário enviados pela reportagem do New York Post, segundo o jornal.
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