Naufrágio antigo é encontrado na costa da ilha de Andros
Recentemente, uma equipe de arqueólogos subaquáticos do Ministério da Cultura da Grécia confirmou a descoberta de um naufrágio datado entre os séculos V e IV a.C. na costa da ilha de Andros. A operação foi realizada após um alerta de um cidadão sobre a presença de restos arqueológicos no fundo do mar.
Inspeção revela naufrágio e carga preservada
A inspeção, conduzida por uma equipe técnica composta por um arqueólogo, um conservador e um mergulhador, revelou um naufrágio antigo a uma profundidade de 39 a 44 metros. Os arqueólogos encontraram uma carga de ânforas comerciais com bases pontudas, utilizadas historicamente para o transporte de vinho e outros produtos. A preservação da carga foi considerada excepcional, com os artefatos mantendo boa coesão estrutural apesar do tempo submerso.

Análise das ânforas e suas origens
Durante a operação, foram identificadas pelo menos três tipologias distintas de ânforas: as de Mende, Peparithos e Solokha 2. Cada tipo apresenta características morfológicas que permitem rastrear suas origens geográficas. As ânforas de Mende, por exemplo, são conhecidas por sua produção na península de Chalkidiki, enquanto as de Peparithos vêm da ilha de Skopelos, famosa por sua produção de vinho.

Contexto histórico do naufrágio
O naufrágio ocorreu em um período de intensa atividade marítima, entre o final da Guerra do Peloponeso e o início da hegemonia espartana. Este contexto histórico é relevante, pois as rotas comerciais continuaram a prosperar mesmo em tempos de conflito. A datação das ânforas, baseada em características documentadas de oficinas cerâmicas, sugere que o navio navegava por rotas que conectavam diversos portos de produção e distribuição antes de afundar.

Recuperação e preservação dos artefatos
A equipe de mergulho realizou a recuperação seletiva de um exemplo completo de cada tipologia de ânfora para análises físico-químicas. Essas análises visam determinar os conteúdos originais, a origem das argilas e as técnicas de queima utilizadas. A documentação fotográfica foi realizada para garantir a preservação da integridade dos artefatos, que, apesar de séculos em água salgada, não apresentaram sinais significativos de erosão.
A descoberta do naufrágio na costa de Andros não apenas enriquece o conhecimento sobre o comércio marítimo da antiguidade, mas também abre novas possibilidades de pesquisa sobre as interações culturais e comerciais entre as regiões do Mar Egeu e do Mar Negro.
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